É a mesma coisa de saber ter cuidado, quando estamos perante alguém que é transgénero perguntar se prefere que o tratemos por ela ou por ele.
Sobre os pretos e negros é óbvio que não é muito comum andar a perguntar-lhes isso até porque não vejo qual é a relevância da cor da pele da pessoa para andar a denominá-la ou referir-me a ela somente com base na cor da sua pele. As pessoas são pessoas ponto final. Não quero que me andem a chamar a morena, a baixa/alta, a branca, a caucasiana, a alfacinha, a lésbica, etc, quando podem tratar-me como a pessoa, a jovem, a rapariga, a senhora ou, melhor do que tudo, pelo meu nome.
Irás dizer que certas características ajudam a distinguir as pessoas umas das outras... por exemplo prefiro dizer que a pessoa é de pele escura ou de raça negra, mais nada, se tiver de facto de o dizer, porque o resto não é relevante na maioria dos casos. Somos pessoas mais nada.
Uma coisa aliás é usarmos os adjectivos como adjectivos de facto. Outra coisa é usarmos os adjectivos como substantivos. Não vejo a relevância do último caso na maioria dos casos quando há substantivos (ou até mesmo adjectivos transformados em substantivos) mais imparciais e neutros perfeitamente utilizáveis.